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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Leitura, pesquisa e escrita: Tradução, crítica e criação.



Não duvido, que de toda sorte, as crises encontram seus profetas. Com o temperamento intelectual que oscila entre escolas de pensamento, essas famílias espirituais, e as formas de um estilo que possa conjurar maturidade do juízo e sólido conhecimento, dribla-se o vazio dos discursos ou o disfarce da consciência. As habilidades do pensamento para os estudos de línguas e da literatura devem ser evocadas: a leitura (e principalmente a re-leitura) quando houver competência, deve-se o leitor aventurar-se à via da tradução, num misto de técnica, pesquisa e crítica, capaz de alcançar-se uma escrita em estado de criação artística e estética.

No entanto, longe do exibicionismo literário e ainda mais distante dos formalismos puristas e verbalismos estéreis, procura-se evitar aqui os automatismos que deixam os cérebros de molho dispensando o pensar. Em certos momentos da vida acadêmica, passando os primeiros anos de educação universitária é preciso uma “tomada de posição” estética, bem como ler uma obra em outro idioma é escrevê-la novamente. É nessa filosofia da consciência que se faz eclodir um ser dentro do outro, que se manifesta um novo cogito, que não possui limites, a não ser os que estabelece para si mesmo.

Como passaporte entre a estética e a sociedade, a obra de arte, vocifera ao povo, embrutecido pelas atividades produtivas, seu conteúdo intelectual e na sensibilidade artística expressa no símbolo seja o poema, a gravura ou a canção. A constância do trabalho da inteligência moderado pelo esforço da seriedade da paciência, conduzindo uma atividade acercada de sacrifício e renuncia, alcança uma economia dos sentidos na qual a transfiguração do pensamento é de tal maneira, que distinto de um esoterismo e um personalismo, permite a invenção de por um lado, uma cultura filosófica da arte, e por outro, uma ciência que encontre seu lugar no mundo das artes de acordo com as tradições de pensamento.

O deciframento que nos permite o exercício da tradução opera em tal nível de significação que essa decodificação simbólica permite uma reinvenção no plano da linguagem sociológica no atuar no campo artístico, partindo primeiramente da elasticidade das categorias para ao longe da ilusão conceitual que ordena as análises dos símbolos e signos poéticos e literários de então.

A estética, num sentido posto entre a linguagem e a função, se consolida numa questão de crítica do valor ou da obra, onde a imagem poética essa insígnia da ideia, esse rebento da criação difere-se em tudo do esnobismo metafórico e caracteriza-se na mais fina descrição da elegância. Esse refinamento conduz o crítico entre os juízos comuns e a mais sofisticada distinção, que busca pela particularidade da diferença, ou seja, pela peculiaridade e não pela imitação o reconhecimento de uma arte francamente de bom tom.

Essa “ratio”, que se aproxima da revelação através de um anuncio de possíveis discursos e suas origens intermediam a interpretação. A força intelectual empregada opera um jogo entre tradições, ideologias e contra-ideologias, bem como entre a cultura, a sabedoria e uma consciência da mudança e do valor de renovação das rupturas frente às conservações e regularidades.


A crítica se rebela ante a domesticação da linguagem. Também as formas dogmáticas do conhecimento literário como os manuais e outros, sofrem com a contracultura operada pela crítica para a renovação dos sentidos. Ao mesmo tempo, que a tradução por sua vez realiza uma ação (re)criadora e de decodificação cultural. Esse deciframento do espírito assegura a liberdade da experiência.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Advertência? Pergunte à Teoria...








O complexo paroxismo entre ação, práticas, (estratégias), agência e estruturas busca solução na empiria. Os expedientes da teoria social se estabilizaram durante o século 20 através de diversas formas de observação e análise da vida social, entre outros se destacaram: a Sociologia Figuracional, o Interacionismo Simbólico e a Teoria Crítica. Além de trabalhos notáveis de sociólogos como Anthony Giddens e Pierre Bourdieu, as teorias da Governabilidade, a Sociologia do Risco alcançam projeção no horizonte de uma sociologia da norma.Se do ponto de vista da ciência, a teoria é uma chave de leitura para os problemas sociais, por outro lado, é também uma forma de advertência interpretativa quanto a realidade em observação. Nesse sentido, para o teórico, não basta apenas a familiaridade com autores, mas sim o desenvolvimento de uma relação intima entre teoria e pesquisa. O “estilo” da perspectiva sociológica depende diretamente de implicações teóricas, ou seja, modos de observar e fazer pesquisa. O encontro entre as tradições teóricas com a atividade empírica coloca o sociólogo contemporâneo em dialogo recursivo com esta ou aquela tradição. No reconhecimento da teoria enquanto orientação por meio de planos, modelos, roteiros e formas de olhar o mundo, já que um fenômeno social só é problema sociológico se considerado do ponto de vista uma teoria social. A teoria que ora tomada enquanto ferramenta(?) ora enquanto processo de instrumentalização da razão responde a uma posicionamento a cerca  das relações com os valores e ideologias no contexto de pesquisas cientificas.